História da Casa da Cultura de Pernambuco

A construção data de um período em que o Recife passava por um processo de crescimento urbanístico e arquitetônico, o que levou à ampliação das áreas físicas para terrenos conquistados aos alagados e ao Rio Capibaribe. Observou-se naquele século a ampliação das faixas ribeirinhas, a construção de pontes como a Boa Vista e a 6 de Março, novos planos de agenciamento e a criação de terrenos através de grandes aterros.
A busca de um local para a construção da Casa de Detenção esbarrava na carência de áreas livres no centro da cidade (no caso, as ilhas do Recife e de Antônio Vaz). Por isso foi escolhido um “alagado por detrás da Rua da Concórdia, na margem do Capibaribe, pouco acima da Ponte da Boa Vista”, conforme se lê no relatório que o engenheiro José Mamede Alves Ferreira (1820-1862), enviou ao Presidente da Província, José Ildefonso Souza de Ramos, em 1851. Além de ser o autor do projeto original da Casa de Detenção, o engenheiro Mamede é responsável por outras obras importantes na cidade, como o Hospital Pedro II, o Ginásio Pernambucano e a Capela do Cemitério de Santo Amaro.
As obras de construção da Casa de Detenção começaram em 1950, numa área de cerca de 1,5 hectare. Em 1955 foi concluído o raio do norte, as casas da administração e da guarda e toda a muralha de circuito do estabelecimento, com 4 metros de altura e 60 centímetros de espessura, bem como dois torreões de entrada. Em abril do mesmo ano, o major Florêncio José Carneiro Monteiro foi nomeado administrador do estabelecimento e os primeiros presos foram transferidos para o local. Apenas em 1867 a obra foi inteiramente concluída, incluindo raios sul e leste e varanda para o observatório central, onde foi construído um belo santuário.